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Oxibenzona: O Que É e Porque a Deve Evitar no seu Protetor Solar

Estás a olhar para a embalagem do teu creme solar e vês uma lista de ingredientes que parece tirada de um manual de química. Entre todos esses nomes estranhos, há um que aparece frequentemente nos protetores solares convencionais e que nos últimos anos tem gerado cada vez mais perguntas: a oxibenzona, também conhecida como oxybenzone ou benzofenona-3. Se te perguntaste o que é exatamente, se realmente é um problema ou se é apenas alarmismo, aqui explicamos-te tudo sem rodeios e com honestidade, que é a única forma de fazer sentido falar destas coisas.

O que é a oxibenzona e para que serve

A oxibenzona é um filtro solar químico usado em protetores solares para absorver a radiação ultravioleta, principalmente os raios UVB e parte dos UVA, e convertê-la em calor antes que atinja as camadas mais profundas da pele. É muito eficaz no seu trabalho, integra-se bem em texturas leves e por isso tem sido, durante décadas, um dos ingredientes mais usados na proteção solar convencional.

Se alguma vez usaste um protetor solar com uma textura muito fluida, sem resíduo branco e com um cheiro típico de verão, é muito provável que contivesse oxibenzona na sua fórmula. É um daqueles ingredientes que estão em todo o lado: em protetores solares, em cremes hidratantes com SPF, em bálsamos labiais com proteção solar, em produtos capilares com filtro UV.

Por que começou a gerar dúvidas

O problema não é que a oxibenzona funcione mal como filtro. O problema é o que pode fazer além de ficar na superfície da pele, e é aqui que a coisa se complica um pouco.

Ao contrário dos filtros minerais, que atuam como uma barreira física que fica sobre a pele, a oxibenzona é um filtro químico que é absorvido. E quando dizemos que é absorvido, dizemos a sério: vários estudos detetaram oxibenzona no sangue, na urina e até no leite materno após o seu uso regular. Isto não significa automaticamente que seja tóxica, mas levanta questões sobre o que faz uma vez que está dentro do organismo.

Uma dessas perguntas tem a ver com os desreguladores endócrinos. Alguns estudos descobriram que a oxibenzona pode atuar de forma semelhante aos estrogénios no organismo, ou seja, que poderia interferir com o sistema hormonal. A investigação ainda não é conclusiva em humanos, e as autoridades reguladoras europeias continuam a considerá-la segura dentro dos limites autorizados. Mas o debate existe e é legítimo, especialmente quando falamos de uso diário durante muitos anos ou de aplicação em crianças e mulheres grávidas.

Além disso, há pessoas com sensibilidade cutânea que desenvolveram reações fotoalérgicas à oxibenzona: irritação, vermelhidão ou eczema que aparece após a exposição solar. Não é algo que aconteça a toda a gente, mas é uma reação documentada que convém conhecer.

O problema do mar e os recifes de coral

Esta é talvez a parte mais contundente do debate sobre a oxibenzona, porque aqui não há tanta ambiguidade como nos efeitos sobre a saúde humana.

Cada vez que alguém toma banho no mar com um protetor solar convencional, parte desse produto acaba na água. E a oxibenzona, juntamente com o octinoxato, é um dos filtros que mais danos demonstrou causar aos recifes de coral. Os estudos descobriram que pode causar branqueamento e deformação nos corais, alterar o seu ADN e dificultar a sua reprodução, mesmo em concentrações muito baixas.

O impacto é tão claro que o Havai e Key West aprovaram leis que proíbem a venda de protetores solares com oxibenzona e octinoxato. Palau, um dos destinos de mergulho mais importantes do mundo, também os tem proibido desde 2020. Não são territórios que tomaram essa decisão de ânimo leve: fizeram-no porque os dados apontam numa direção bastante clara.

Se nadas no mar, em rios ou em qualquer ambiente natural, este dado importa.

A alternativa: filtros minerais sem nanopartículas

A boa notícia é que existe uma alternativa real que funciona bem há anos: os filtros minerais, principalmente o óxido de zinco e o dióxido de titânio. Em vez de absorver a radiação solar e transformá-la em calor, criam uma barreira física sobre a pele que reflete e dispersa os raios UV antes que penetrem.

Têm algumas vantagens claras: não são absorvidos na pele da mesma forma que os filtros químicos, não geram as mesmas dúvidas sobre disrupção hormonal e são muito mais respeitosos com os ecossistemas marinhos, especialmente quando as partículas não são de tamanho nano (algo importante, porque as nanopartículas podem ser mais problemáticas tanto para a pele quanto para o ambiente).

A fama que tinham de deixar um resíduo branco era real nas fórmulas antigas, mas as formulações atuais avançaram muito e hoje podes encontrar protetores minerais com texturas leves e acabamentos bastante mais discretos que antes.

Como ler o INCI do teu protetor solar e detetar a oxibenzona (e outros filtros)

Esta é a parte mais necessária e que quase ninguém explica bem. O INCI é aquela lista de ingredientes em letra pequena que aparece na embalagem de qualquer cosmético. Os ingredientes estão sempre ordenados do de maior para o de menor concentração, por isso os primeiros da lista são os que têm maior peso na fórmula.

Para saber se o teu protetor solar contém oxibenzona ou outros filtros químicos sob escrutínio, procura estes nomes na lista:

Oxibenzona: aparece como Oxybenzone, Benzophenone-3 ou BP-3. É o que protagoniza este artigo.

Octinoxato: aparece como Ethylhexyl Methoxycinnamate ou Octinoxate. Também está proibido no Havai, juntamente com a oxibenzona, pelo seu impacto nos corais.

Octocrileno: aparece como Octocrylene. Já explicámos em detalhe no nosso artigo sobre octocrileno. Outro filtro químico com dúvidas abertas sobre absorção sistémica e possível atividade como desregulador endócrino.

Homosalato: aparece como Homosalate. A Comissão Europeia já recomendou reduzir a sua concentração máxima permitida precisamente pelos seus possíveis efeitos hormonais.

Avobenzona: aparece como Butyl Methoxydibenzoylmethane. É o filtro UVA mais usado na Europa, e embora tenha menos dúvidas que os anteriores, é habitualmente combinado com outros filtros problemáticos como o octocrileno para se estabilizar.

Em contrapartida, se vires estes nomes, é um filtro mineral:

Zinc Oxide (óxido de zinco) e Titanium Dioxide (dióxido de titânio) são os dois filtros minerais de referência. Se, além disso, disser non-nano ou no nano em algum lugar da embalagem ou da ficha do produto, melhor ainda: significa que as partículas têm um tamanho que não penetra na pele nem se dispersa facilmente no ambiente aquático.

Um truque rápido: se o protetor solar tiver uma textura muito leve, quase aquosa, e não deixar qualquer rasto branco ao aplicá-lo, o mais provável é que contenha filtros químicos. Os minerais sempre têm algo mais de corpo, embora os de última geração tenham-se aproximado bastante.

Mitos sobre a oxibenzona que convém esclarecer

"Se está autorizada na Europa, é porque é segura sem qualquer dúvida": a autorização regulamentar significa que é considerada segura dentro dos limites atuais de uso, mas isso não significa que não haja um debate científico aberto. Os limites e as avaliações são revistos ao longo do tempo à medida que chegam novos dados.

"Os filtros minerais protegem menos": isto vinha das fórmulas antigas com textura pesada e cobertura irregular. Os protetores minerais atuais, bem formulados, oferecem uma proteção de amplo espectro equivalente.

"A oxibenzona só afeta os corais tropicais, não me afeta se tomar banho aqui": o impacto dos filtros químicos nos ecossistemas aquáticos não se limita aos recifes tropicais. Qualquer ambiente natural aquático pode ser afetado pela acumulação destes compostos.

"O resíduo branco dos protetores minerais é inevitável": já não. As fórmulas com partículas de tamanho controlado não nano melhoraram muito a cosmética destes produtos.

Sobre a Alma Eko

Na Alma Eko só temos protetores solares com filtros minerais, sem oxibenzona nem qualquer outro filtro químico. Se preferires um SPF mais alto, no nosso catálogo encontrarás várias opções de protetores solares minerais SPF 50 sem filtros químicos, para adultos, crianças e uso facial.

Podes ver todo o catálogo de protetores solares minerais em almaeko.com.

Perguntas frequentes sobre a oxibenzona

1. A oxibenzona está proibida em Espanha ou na Europa?

Não, na Europa a oxibenzona continua a ser um filtro autorizado para uso em cosméticos dentro de uns limites de concentração. A proibição existe em alguns territórios como o Havai, Key West e Palau, principalmente pelo seu impacto nos ecossistemas marinhos.

2. A oxibenzona é perigosa para as crianças?

Não há uma proibição oficial para uso em crianças na Europa, mas muitos especialistas em pele infantil recomendam optar por filtros minerais para os mais pequenos, precisamente porque não são absorvidos da mesma forma e o perfil de segurança é mais claro para uso frequente.

3. Se já usei protetores com oxibenzona durante anos, devo preocupar-me?

Não há motivo para alarme. O debate científico é sobre exposição continuada e efeitos acumulativos a longo prazo, não sobre um uso pontual. Se quiseres ser mais precavida a partir de agora, simplesmente mudar para um protetor mineral é suficiente.

4. Os protetores com filtros minerais duram menos na pele?

Não, a sua duração é equivalente à dos filtros químicos em condições normais de uso. Em ambos os casos, convém reaplicar a cada duas horas e depois do banho, que é a pauta geral para qualquer protetor solar.

5. O óxido de zinco não nano é seguro para a pele?

Sim. As partículas de tamanho não nano permanecem na superfície da pele sem penetrar em camadas mais profundas, o que as torna seguras tanto para a pele como para o ambiente quando o produto chega à água.

6. Como sei se o meu protetor solar contém oxibenzona?

Consulta a lista de ingredientes INCI (a lista em letra pequena da embalagem) e procura alguns destes nomes: Oxybenzone, Benzophenone-3 ou BP-3. Se vires algum deles, o produto contém oxibenzona. Se os filtros que aparecem forem Zinc Oxide ou Titanium Dioxide, é um filtro mineral.

Se quiseres ver que protetores solares minerais temos disponíveis na Alma Eko, dá uma olhada em almaeko.com

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